Como os óculos surgiram - Guia de Óculos
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Como os óculos surgiram

Na antiguidade clássica, o termo ocularium denominava as aberturas feitas nas armaduras das cabeças dos soldados para que eles pudessem enxergar. Foi daí que surgiu a palavra “óculos”. Porém, as primeiras referências aos óculos só foram ser encontradas em, aproximadamente, 500 A.C, nas citações de Confúcio.

Para os Filósofos gregos, a percepção da imagem não tinha relação entre olho e cérebro. De acordo com eles, a emoção residia no coração e a visão tinha importância menor no aperfeiçoamento do ser humano. Tirésias fez referência a esta teoria ao dizer que só se tornou profeta após a Deusa Hera cegá-lo. De acordo com ele, “A verdade não deve ser vista, mas sentida”. Ao mesmo tempo, líderes com problemas visuais, de várias escolas filosóficas, eram ajudados por escribas que transcreviam seus textos. Já em Roma, o conceito era outro: no século II o imperador usava uma lâmina de esmeralda nas suas apresentações públicas como acessório de moda. 

Já as lentes corretivas surgiram como óculos de grau para perto, no século I, e eram produzidas a partir de pedras semipreciosas cortadas em tiras finas. Este modelo fez muito sucesso entre monges europeus, que passavam horas trabalhando nas grandes bibliotecas da Europa, fazendo com que os estudos e experimentos continuassem. 

Em 1270, na Alemanha, aconteceu outro grande marco: o primeiro par de óculos unidos por rebites e feito com aros de ferro foi criado. Porém, foi somente no século XV que surgiram modelos mais leves, seguros e confortáveis. Conhecidos como “Pince-nez”, não tinham hastes e eram ajustáveis no nariz. Em seguida vieram os Lornhons, que chamavam atenção por terem hastes laterais, ainda sem apoio nas orelhas. Apenas no século XVII que foram criadas as hastes fixas nas orelhas.  

Graças a muitas descobertas, hoje temos acesso a diversos materiais de lentes e armações, além de muitos modelos, para todos os estilos.